Às vezes uma tristeza sem fim toma conta de mim.
Às vezes uma alegria sem fim toma conta de mim.
E se eu for contar quantas vezes cheguei a achar que o mundo conspirava contra mim, acho que vai igualar ao número de ocasiões em que tive a impressão de que todos os ventos do mundo sopravam a favor. Seriam o azar e a sorte duas faces da mesma moeda, sim?!
Daí que um dia eu acordo vendo somente a chance de tudo dar certo. Mas no dia seguinte, sou vencida por um desânimo insuperável. Daí que eu consigo amar tudo que já fui capaz de odiar um dia, ou há segundos atrás...
O que mais dizer sobre esse vai e vem da vida???
Um dia isso ainda me mata!
Hehehehehehe.
O fim de semana deu aquela revigorada. Show do Leoni sexta. Festa da Belinha e Prêmio de Jornalismo Ambiental no Armazém Uzina, sábado. Muita diversão, muita birita, muito acontecimento sem noção. Domingo de descanso, visita do João.
Aí segunda quando eu chego em casa, o baque. Meu gatinho de estimação, o Floquinho, estava sumido desde sábado. Eu acho que eu vomitei bêbada na mesa da santa ceia, sabe?! É a única explicação para o fato de que eu nunca posso ter sossego nessa vida. Sempre alguma coisa pra me derrubar quanto eu estou bem.
O pior é que eu acho que levaram ele. O bichinho tava tão fofinho, tão bem cuidado... Saía pra dar os passeios dele nos jardins pela vizinhança, mas acertava voltar numa boa. Acho difícil que esse desaparecimento dele seja pra "namorar" porque ele num deu sinal nenhum que tava no cio, apesar de estar completando 5 meses nesta quinta.
Meu Deus, parece que eu tava sentindo. Meu gatinho tava num coloio tão grande comigo a semana toda. E eu perguntando o que era que ele tinha, chamando de cabuloso porque ele não tava me deixando estudar. Todo canto que eu ia, ele ia atrás. Chegava a dormir encostado no monitor do pc e se eu levantasse pra ir ao banheiro, acordava pra ir também. Por isso que passou na minha cabeça que ele tava querendo se despedir. :(
Ô derrota de vida! Rezem pra ele voltar, please. Eu num aguento nem pensar que ele pode estar com fome, com frio, ou machucado de alguma briga na rua, ou que alguém o pegou só pra judiar, ou que foi atropelado, ou que está perdido sem acertar voltar pra casa... Quero meu gatinho de voltaaaaa!
Mais um probleminha: minha bolsa da FAPEAL estará suspensa por uns meses. Um brinde à burocracia!
O bom é que outros ventos estão soprando a favor. Neste quesito, expectativas infinitas: pra publicar o livro junto com o pessoal do mestrado, pra qualificar a dissertação, pra dar conta das leituras que tenho de colocar em dia.
Tive uma folguinha este fim de semana. Rever os amigos no baile de formatura da Láyra foi revigorante. E vou repetir a dose no primeiro final de semana de junho: festa de entrega do prêmio Octávio Brandão de Jornalismo Ambiental; vou lá ficar na torcida pro meu amigo Júlio.
Sobre o coração, mais um dawueles acessos nostálgicos esses dias... ô saudade pra doer, ô presença pra fazer falta, ô esperança que nunca acaba!
Mensagem de amor - Herbert Viana
Os Livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado,
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor,
À noite em me deito, então escuto a mensagem do ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado,
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor.
Porra... eu poderia vir aqui pra vomitar tudo que tá entalado na garganta, de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, de tanta gente murcha no meu caminho, de tanta saudade das coisas que nunca mais serão como antes, de tanta revolta por não poder nem ver meus amigos quando quero, de tanta amargura por ser sempre tão mal interpretada... mas quem vai desmoronar outra vez é o carai!
E que eu não tenho ninguém pra dizer que é meu porto seguro é um fato; mas que eu vá afundar por causa disso, é um grande boato! Tenho minha família, minha fé, minha profissão e minha força. Até agora isso tem sido o bastante!
Essa fase vai passar, eu sei disso. Não vou derrubar nenhuma lágrima sequer, nem ocupar mais ninguém com minhas lamentações. Mas de uma coisa eu tenho certeza: muita coisa vai mudar de agora em diante...
É HORA DE DEIXAR DE SER BESTA!!!
Noite mais linda ontem! Eliezer Setton + Amelinha + Belchior = showzaço! Cara, muito emocionante. Tinha hora que eu fechava os olhos e dava aquela tonturinha boa... a tal da magia que só a música pode proporcionar. Morrer de rir com as tiradas preciosas de Eliezer; ouvir "Foi Deus quem fez você" na voz inconfundível de Amelinha; fazer coro com Belchior em "tenho 25 anos de sonho e de sangue e de América do Sul/ por conta desse destino um tango argentino me vai bem melhor que um blues"; poder abrir os braços e repetir "enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer não, eu canto!". Sem preço!
Nas músicas que falavam do sertão, aquele velho aperto no peito de pensar na minha gente sofrida, que àquela hora da noite provavelmente estaria voltando pra casa com a lata d'água na cabeça ou com o corpo dolorido depois de um dia de trabalho sob o sol escaldante, pra comer qualquer colherada de feijão. Inevitável não me sentir tão medíocre por ter como única preocupação naquele momento a temperatura do ar condicionado do teatro; e tão impotente por saber que... ah, deixa pra lá!
Nas músicas que falavam de amor, uma certeza confortante... a de saber que ele vai chegar pra mim; como bem cantou Amelinha, em "O amor é mesmo assim".
Sorrisos sem fim na horinha que a senhora sentada ao lado perguntou o porquê do meu corte de cabelo e depois que eu expliquei que foi "sem porquê", ela questionou se meus "coleguinhas não zombavam ou se eu não fiquei com medo da gozação deles". A minha cabeça de fantástico mundo de Bobby foi longe nessa hora. Pensei logo no pessoal de lá do PRODEMA, os pais e mães de família, me apontando e gritando "êêê, macaca, cabeça de coco". Huahuahuahuahuahuahua. Felizmente ainda tive forças pra responder que a maioria dos meus "coleguinhas" é tão cabeça feita quanto eu. :P
Agora que Marlon já apresentou o TCC. Agora que já dei conta de algumas coisas pendentes que estavam me tirando o juízo. Agora que Floquinho está melhorando. Vou sair com o Lúcio hoje a noite, sim. E vou beber a cota acumulada desde dezembro, num vou mentir.
Uma pessoinha tão linda me disse que é mania minha querer achar sentido pra tudo. Eu resolvo acreditar e do nada, raspo a cabeça. Vem meu pai me perguntar qual foi a finalidade de eu ter ficado carequinha! Viu só? Viu só? Mas eu tive sim um propósito: marcar esse momento de virada e exercitar o desapego, sabe?! hihihihihihiihi. Convincente??? Tá bom, eu confesso: é a esperança de que me nasça um cabelo novinho, macio, liso, brilhante... :P
Até já comentei isso com o Júlio antes. Quando alguma mudança interior acontece eu gosto de refletir isso no exterior: seja mudando o visual, usando algum símbolo (semioticamente falando), produzindo alguma coisa... Dá a impressão de que isso potencializa tudo.
Quinta começa meu final de semana e vai correr tudo maravilhosamente bem. E eu amo com amor de amor, viu?! ;)
O que será que estamos fazendo aqui nesse mundo? Pra quê acordamos todo santo dia? Será pra acumular frustrações e/ou conquistas pessoais? Ou será que nem tem razão de ser e a gente só precisa viver um dia de cada vez?
Crise existencial é foda!!! Num sei se é a monotonia dos últimos dias que tem me deixado desacreditada de tanta coisa, entediada... Ou se é a ansiedade de ter que esperar para que as coisas aconteçam...
Bem, escrevo pra registar meus votos de Feliz Páscoa a todos e todas!
Eu vou ficar em casa quietinha, pra me recuperar de vez. E na expectativa de que os próximos dias sejam mais movimentados. Afinal, dia 27 tem Belchior e Amelinha. Dia 05/05 tem Nando Reis. Sem contar com baile de formatura, dia de mochileiro pelo Litoral Norte, passeio das 9 ilhas e seis aniversariantes festejadíssimos (Bany, Ary, Samy, Luiz, Alinne e Jô) nesse meio tempo . Eu SÓ preciso me jogar!!!
27 de março de 2006. Seria um dia como qualquer outro. Seria... se minha madrinha não tivesse arrancado meu primeiro cabelo branco. O primeiro de muitos que virão. O tempo definitivamente não pára. Por que eu pararia então???
São essas pequenas coisas que me fazem inaugurar mais um novo olhar sobre a vida. Ainda no mesmo dia (e que dia!), lá estava eu com duas tintas pretas para tinturar os cabelos. Meu primo e minha tia resolveram serrar um pouquinho. Começou a aventura. Ação coletiva pra um aplicar no cabelo do outro. Heheheheh. No final da tarde, cabeça embaixo da torneira pra enxagüar o produto. Eu de cobaia pude ver primeiro: a tinta saía todinha na água... Que raiva! Quanto tempo perdido! Que estrago! A primeira reação foi de esculhambar a paieza do produto, arrasar a minha tia que provavelmente não soube colocar o troço direito. Aí eu olhei pro meu primo rindo de mim e pensei que aquilo tudo ali nunca mais poderia se repetir, aquela cumplicidade entre a gente, a comicidade de ver nossos cabelos destruídos. Relaxei! Nada pode ser tão especial quanto reconhecer a vulnerabilidade do tempo, da gente, das situações, da vida - ou tudo junto sem vírgula - e aprender com isso! São as escolhas que fazemos; ou melhor, as prioridades que estabelecemos que definem o “valer a pena” ou não das coisas. E nesta data mais uma vez eu optei por ficar bem, só isso.
Dias muito tristes. Soube ontem da notícia da morte do Seu Manoel, meu ex-sogro, pai do Cleydson. Apesar de que Cleydson já havia me dito na surdina, final do ano passado, que ele estava com problemas cardíacos sérios, foi um choque. Passou tipo um filminho na minha cabeça: do dia em que fui conhecê-lo e tive uma crise de riso inexplicável; de como eram divertidos os comentários dele assistindo o Jogo do Milhão; de quando fui rezar o terço lá com ele e Dona Adeilda brigados e os dois se abraçaram na hora da paz; de quando eu tava pensando em morar perto da UFAL e ele dispôs de todas as facilidades pra que eu ficasse na vilinha dele; de como ele se atrapalhava com as tecnologias modernas do carro novo; de como - mais de 5 anos depois de Cleydson e eu termos terminado o namoro - ele ainda comentava à mesa "num sei pq Cleidinho e Ruberta (é, ele me chamava assim) acabaram, uma menina tão boa, tão educada"...
Meu Deus, eu queria entender essas coisas que não se entende! Eu peço pro Seu Manoel descanso eterno e muita luz onde estiver. Antes de ir, ele alcançou a formatura de Cleydson, pode vê-lo bem encaminhado afetivamente e profissionalmente; e tenho certeza que se orgulhava muito dos homens grandes tão batalhadores e de caráter que seus filhos viraram. Pro Cleydson e Dona Adeilda, vale meu abraço, a presença amiga e solidariedade neste momento de dor.

Nem imaginava o quanto este serzinho iria me fazer bem!
Ai, ai...
Tempo de conciliar as coisas que vão acontecendo com meus milhares de planejamentos...
E tudo vai se ajeitando do jeito que dá...
E eu fico feliz de conseguir aproveitar até o que sai do rumo...
Aprumar!
Avante!
Queria poder compartilhar aqui neste espaço uma série de impressões... sobre coisas sérias, sobre outras engraçadas, e algumas até estranhas! Mas tô numa correria danada nesta etapa de finalização das disciplinas. Descanso mesmo só no último final de semana do mês, que é quando pretendo curtir no Festival de Música Independente - FMI, de Maceió. Aí já fico por lá pra uma pequena cirurgia que tenho marcada no dia 27.
Acho que o mais importante que eu queria registrar aqui é que ser feliz é sobretudo um ato de vontade. Não importa a circunstância, especialmente quando se tem orgulho de ser aquilo que se é. E forte eu sou sim, nem duvidem! Tenho coragem suficiente pra decidir pelo que é melhor pra mim e determinação pra seguir em frente quando as consequências dessa escolha me fazem sofrer. Além do mais, quando eu olho pro lado e vejo meus amigos... ainda temos uns aos outros e isso é tão grandioso! Confortante e estimulante ver que não estou só!
No mais, a gente sempre cresce com os atropelos da vida, né?! Só espero um dia não ficar com a cabeça batendo no teto... :P
O carnaval não foi bem o que eu esperava. Primeiro porque dia antes de eu me atirar no ônibus pra Recife, alguns acontecimentos abalaram emocionalmente minha família e a sensação de impotência diante de tudo me deixou bem down. Apenas poucas horas antes da viagem é que notícias mais confortantes começaram a chegar. E resolvi ir, mesmo sem empolgação.
Lá, fiquei de babá de um certo menininho que inventou de ter diarréia, né, João?! Sábado, domingo e segunda nem deu pra me esbaldar em Olinda. E tive que me conter com algumas idas rápidas no Recife Antigo pela noite.
Mas nem tudo estava perdido! Fiquei na casa ++ movimentada de Pernambuco; cheia de fortes emoções; cada dia um emparedado; eliminações, entrada de novos jogadores; pegadinhas do Bial... estávamos no BBB24!!! kkkkkkkkkkkkk. Muito divertido mesmo!
Na terça, durante o dia, conheci Porto de Galinhas. À noite, show de Alceu e Nação Zumbi. Quarta, corri pra pegar o Bacalhau do Batata em Olinda, mas só cheguei a tempo de dar um passeio pelas ruas da cidade e me preparar pra volta.
Não estou me prendendo aos detalhes porque realmente foram muitos contratempos. O mais importante é que no final das contas deu tudo certo, ri muuuuito e já tô é com saudades da turminha “bagaceira só presta muita”. “Quero maiiiiiiisss!”.
Agora, o que restou foi um monte de dúvidas na cabeça... porque essas coisas de sentimento eu sempre teimo em complicar. Vamos ver no que vai dar, né?!
Hoje, chegou meu gatinho que o Luiz havia me prometido. Em homenagem a ele, o sobrenome será fl0cker. Haahahahahahha. Mas vai se chamar PACATO. Acho que ele é vira-lata, nem sei. É bem bonitinho, mas rebelde que nem a gota; não faz jus ao nome. Sofri que só pra conseguir colocá-lo no quintal e espero que amanhã meu filhinho adolescente acorde menos agressivo, senão já vou ficar achando que ele usa drogas. Heheheheheh.
Há sentimentos que quando se consumam dentro da gente, é impossível questionar sua pertinência ou não; porque toda noção de conveniência dá lugar à falta de noção de toda coisa e de seja lá o que for.
Uma construção sobre bases sólidas decerto oferece garantia, segurança, facilidade. Mas quem disse que é a mais correta opção? Ou a mais saborosa? Ou a única? Dá licença que eu quero poder ser incoerente... arriscar, experimentar ser diferente de tudo que eu já fui por alguém! Eu quero não ter reservas mesmo que seja pra perder mais uma vez!
Confesso... estou apaixonada!!! :P
Ursinho De Dormir - Armandinho
E hoje eu descobri
o quanto eu te quero
ursinho de dormir
vem que eu te espero assim
eu hei de conquistar
teu coração durão demais
que não quis pagar pra ver
nem dá o braço a torcer
Eu vou te levar pro mar
nas pedras eu vou te amar
e ao ver o sol se pôr
eu vou te matar de amor
e eu vou te levar pro céu
pra onde você quiser
eu tenho um beck pra depois
pra brindar o infinito de nós dois,
de nós dois, de nós dois
Eita que eu fiz uma burrada da gota. Cancelei uma disciplina crente que ela seria ofertada de novo agora e no entanto consta no calendário pra agosto o reinício. Só pra emperrar minha vida, meu Deus! Eu poderia ter completado os créditos esse mês se não tivesse feito essa gracinha. E já tava até me programando pra qualificar a dissertação no segundo semestre e arrumar um estágio em docência. Agora definitivamente só posso ganhar o mundo em 2007. Parabéns pra mim! :(
Mas já que num tem mais jeito mesmo, é confiar nos bons ventos que vão soprar pra compensar; porque tem um lance de assessoria pra um sindicato que tô vendo aí e vai ser bem interessante se rolar. Eu bem sei que a vida às vezes nos reserva coisas melhores que os planos que fazemos por conta própria. Deixa ver!
Outras surpresas agradáveis estão garantindo o sorriso estampado no rosto. O último final de semana que o diga! Só não dá pra me afobar, que alguma coisa a gente sempre tem que amar, né não?! Eu preciso é da "leveza insustentável" daquilo que é casual; e me libertar em grande estilo dos modelos prontos e fórmulas que tanto me intimidam. Será que eu consigo???
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